Nova Luz sobre os Evangelhos - Não se deita vinho novo em odres velhos - Palavras do Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov -

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“Ninguém põe um remendo de pano novo num fato velho, porque o remendo arranca uma parte do fato e o rasgão fica pior. Também não se deita vinho novo em odres velhos, senão os odres rompem-se, o vinho entorna-se e os odres estragam-se. Mas deita-se o vinho novo em odres novos; e desta maneira conservam-se o vinho e os odres…”
São Mateus, 9:16-17
Certamente estas frases não são novas para vós, porque são citadas muitas vezes; mas penso que elas contém verdades que não imaginais ainda e que deveis conhecer.  

Que significam as expressões “odres velhos”, “odres novos”, “vinho novo”? 

Atualmente, mete-se o vinho em tonéis. No passado, utilizavam-se odres – peles de animais cosidas em forma de saco – e não se podia guardar o vinho novo em odres velhos, porque no vinho novo produzem-se fermentações e libertam-se gases que destruiríam os odres usados, e o vinho derramar-se-ía. Metia-se pois, o vinho novo em odres novos, sólidos, capazes de resistir a pressões muito fortes.

Que representa o processo de fermentação, do ponto de vista científico? 
A fermentação é uma decomposição natural da matéria orgânica. Existem diferentes formas de fermentação e algumas foram estudadas pelos alquimistas, que extraíam delas os elementos necessários à obtenção da pedra filosofal. 
Também no homem se pode produzir toda a espécie de fermentações, não somente nos seus órgãos físicos, mas também no coração e na mente, isto é, nos sentimentos e nos pensamentos.


Quando Jesus dizia: “Deita-se o vinho novo em odres novos, e conservam-se o vinho e os odres”, ele comparava o seu ensinamento ao vinho novo, porque este ensinamento devia ser derramado em seres sólidos, resistentes, suceptíveis de suportar todas as mudanças que ele obrigatóriamente produziria neles. 
Porque, tal como o vinho, um ensinamento iniciático não é uma coisa morta; pelo contrário, ele vive, e a sua vida acarreta toda a espécie de consequências.  

O odre representa o ser humano, e dentro deste odre existem ainda, se assim o podemos dizer, uma quantidade de outros odres: a cabeça, os pulmões, o estômago… O coração, o intelecto, a alma, são também odres e, se não se presta atenção ao que neles se introduz ou se se descura a manutenção destes odres, os resultados são deploráveis.

Por vezes há pessoas que vêm procurar-me para se lamentar dizendo: “Antes, eu sentia-me muito melhor. Comia e bebia, fazia asneiras, divertia-me…e sentia-me bem. Mas depois de ter começado a esforçar-me por seguir o ensinamento da Fraternidade Branca Universal não me sinto bem, é como se tivesse começado a dar-se em mim uma fermentação. Realmente, este Ensinamento não serve para mim.”  

Tais pessoas não compreendem o que se passa nelas e, em vez de evoluírem normalmente, lamentam-se, desanimam e recuam. Que significa isso? Que se trata de velhos odres nos quais é ainda prematuro verter o vinho novo!

Observai-vos a vós mesmos, observai os outros, e verificareis que, ao aceitar um Ensinamento, por mais divino que ele seja, ao fim de um mês, seis meses, um ano (depende das pessoas) os seres começam a cair nas maiores contradições; tornam-se irritáveis ou depressivos e, até, em vez de intensificar o seu lado positivo, o seu trabalho nada mais faz do que desenvolver o seu lado negativo, porque cada novo pensamento, cada novo sentimento, produz neles fermentações interiores.

Ao escutar-me, ireis pensar que é muito perigoso aceitar nosso Ensinamento, embora ele seja realmente puro e divino. Não; não há perigo algum, mas primeiro é preciso saber uma coisa: é que se deve preparar uma forma sólida capaz de conter e suportar uma filosofia, uma ideia, um Ensinamento, que são novos. Ninguém pode receber uma filosofia nova sem se harmonizar previamente com essa filosofia, sem fortalecer e preparar o estômago, a cabeça, os pulmões e todo o seu organismo, a fim de poder resistir a tensão que as novas correntes irão produzir.  
Não imagineis que as correntes de amor e de luz são fáceis de suportar. Pelo contrário, pode-se dizer que os humanos estão melhor preparados para o sofrimento, para as dores e as decepções, do que para a alegria, para a inspiração e para as correntes mais elevadas. 
Muitas vezes, dir-se-ia até que lhes agrada estarem mergulhados nas complicações e se, um dia recebem uma inspiração muito luminosa, dir-se-ia que fazem tudo para se desembaraçar dela. Porque farão isso? É tão raro e precioso receber uma inspiração divina!

Se os humanos soubessem que melhorias fisiológicas, químicas, psicológicas, se produzem sob a influência de uma ideia divina
E é justamente esta oportunidade que eles repudiam! Onde encontrarão depois ocasiões para se transformar? Um dia lamentarão ter agido assim e dirão: “É verdade. Quantas vezes eu expulsei a Luz porque tinha medo do Espírito em mim!” 

Tenho notado que muitas pessoas não tem medo do inferno, dos diabos, dos sofrimentos, da desordem e de tudo o que é inferior, mas têm o maior dos receios do Espírito e dos estados de consciência sublimes. Por um lado, têm uma certa razão porque sentem que não são um odre novo: ainda têm necessidade de viver a vida inferior e, instintivamente, têm medo de não poder suportar esta vida nova, este alargamento de consciência. Os que temem o Espírito não sabem muito bem o porquê, mas sentem instintivamente que há algo a temer: terão de abandonar os velhos hábitos.
Na realidade, não há nada mais belo do que poder captar as correntes espirituais: essa luz, essa força, essa alegria que nos chega todos os dias, esse amor que atravessa as almas a cada instante. 
Se detivermos estas correntes por causa das nossas fraquezas, dos nossos pensamentos e sentimentos negativos, é porque os nossos odres não estão ainda prontos para receber o vinho novo. São odres velhos e devemos substituí-los. As células do nosso corpo renovam-se constantemente; todos os dias há células usadas, doentes, que são substituídas por células sãs. Este processo de renovação estende-se por sete anos. 
De sete em sete anos todas as moléculas e todos os átomos do nosso corpo foram substituídos por outros. Direis vós: “Mas então, todo os nosso ser foi já renovado!”  
Não, porque mesmo que ao longo destes sete anos todas as nossas células tenham sido substituídas, há que considerar que cada célula possui uma memória, ou, se quiserdes, hábitos, que transmite àquela que a substitui, sob a forma de impressões etéricas. Sobre estas impressões, os pensamentos, os sentimentos e as energias, circulam como se fosse sobre sulcos bem traçados. É isto que explica que as novas partículas, ao tomarem o lugar das antigas, herdem a sua memória. Embora tenham decorrido sete anos, as células encontram-se no mesmo estado, muitas vezes até num estado inferior.
Que idade tendes? Quantos períodos de sete anos já vivestes? Todavia, permaneceis fiéis aos mesmos hábitos, conservais a mesma maneira de pensar, repetis as mesmas asneiras! O fato de as vossas células terem sido renovadas não é razão suficiente para que todo o vosso ser seja completamente regenerado.  
O vosso corpo está transformado, sim, mas as tendências, os hábitos, continuam a ser os mesmos, porque as novas partículas sofreram a influência das antigas impressões ou, digamos, da antiga memória.
Para alguém se transformar realmente tem de mudar a memória das suas células. 
À medida que as novas células forem substituindo as antigas, é necessário impregná-las de novos pensamentos e de novos sentimentos. Sim, se se for consciente, poder-se-á “renovar os odres” à medida que se for vertendo neles o vinho novo de um ensinamento espiritual, devemos transformar a memória das células, trabalhando para introduzir em nós novos elementos, velando pela pureza do que comemos e bebemos, do ar que respiramos e de tudo o que absorvemos, tanto visível como invisível. Só então poderemos receber sem receio uma nova filosofia e novas correntes espirituais.

Agora que falamos dos odres, falemos um pouco do vinho. Quase todos vós bebeis vinho,e, tomado em pequena quantidade, ele não é mau. Algumas pessoas dizem mesmo que lhes dá inspiração! Mas como sabeis, existem vinhos adulterados que mais vale não beber, porque os preparam com toda espécie de ingredientes altamente nocivos que não vou enumerar.  
O que eu queria dizer-vos é que no domínio espiritual se produzem os mesmos fenômenos que no domínio físico. Encontrareis ensinamentos e sistemas filosóficos que se assemelham aos vinhos falsificados; são feitos de uma qualidade de elementos heteróclitos que não contém nada de vivo e de substancial. 
Quando uma pessoa bebe deste vinho, sente-se perturbada, incomodada, doente. Em vez de se ir comprar o vinho em qualquer botequim, o segredo está em preparar o seu próprio vinho, isto é, em preparar os seus próprios pensamentos, os seus próprios sentimentos e os seus próprios atos. Podereis perguntar-me: “E o vinho que neste momento está a verter nos nossos odres não será também falsificado?” Pensai o que quiserdes!  
Aconselho-vos apenas a plantar uma vinha na vossa alma, a cultivá-la, a colher as uvas, a esmagá-las e a beber o seu sumo. O bom vinho que cada um prepara pode ser bebido tanto quanto se queira, até à embriaguez.
Verter o vinho novo em odres novos é realizar a união do espírito com a matéria (e a matéria não é unicamente a do plano físico, mas também a do plano psíquico, a dos pensamentos e dos sentimentos)
Não podeis limitar-vos a verter um Ensinamento na vossa cabeça, a vir alimentar-vos todos os dias de novas ideias, sem renovardes ao mesmo tempo todo o vosso ser físico e psíquico pela prática duma vida mais pura. Se vos limitardes a aprender, os odres, inchados, em breve rebentarão, porque já não haverá qualquer correspondência entre as suas formas e as forças novas que recebem. Se não fizerdes nenhum exercício de respiração e de ginástica, se não rezardes, se não meditardes, se não aceitardes alimentar-vos e viver segundo as regras do novo Ensinamento, produzir se-á em vós toda a espécie de anomalias. 
Quando a fermentação começa, a pessoa sente-se de tal maneira perturbada e irritada que se choca com toda a gente. Eu conheci homens que, depois de terem abraçado a vida espiritual, se tornaram excessivamente nervosos em relação às esposas e aos filhos.  
Um Ensinamento espiritual não deve provocar semelhantes reações; essas fermentações são devidas ao facto de os odres estarem demasiadamente velhos e usados!
Eu sinto que alguns de vós estão a pensar:  
“Está muito bem, nós compreendemos que existe um Ensinamento magnífico. Temos necessidade de evoluir, temos um trabalho a realizar; é certo, mas não sabemos como fazê-lo. Dê-nos os métodos, porque o que nos falta são os métodos” 
O que dizeis é verdadeiro e falso ao mesmo tempo, porque eu já vos dei muitos métodos, mas, segundo parece, não mereceram o vosso apreço, porque vos pareceram insignificantes. Estais sempre à espera de que eu vos revele meios de tal maneira sensacionais que ficareis instantaneamente transformados. É pena, mas tais meios não existem.

Jamais encontrareis um verdadeiro iniciado que vos dê receitas, para vos tornardes ajuizados, para vos fortificardes ou para vos libertardes de um momento para o outro. A transformação dos seres só é possível por intermédio de um trabalho ininterrupto em cada dia. Se alguém vos disser: “Aqui tendes esta fórmula, estes pentáculos, estes processos mágicos; eles salvar vos-ão instantaneamente”, isso serão mentiras duma criatura que tem interesse em vos enganar.  

Um verdadeiro Mestre irá dizer: “Meus filhos, tudo é possível, mas apenas se vos esforçardes; nesta altura, o que tiverdes obtido terá penetrado tão profundamente em vós que ninguém vo-lo poderá arrebatar.” nada do que se obtém, por meios imediatos, por processos mágicos, pode ser duradouro. Pouco tempo depois, perde-se tudo o que se julgava possuir, porque essas aquisições não vieram de dentro, por esforçoes pessoais.

Existem Mestres que, num instante, poderiam desenvolver em vós toda a espécie de qualidades, mas não o fazem porque elas não durariam. 
O amor, os conhecimentos, os poderes, não podem vir de fora, como se se deitasse vinho numa garrafa. Somos nós que devemos trabalhar todos os dias para transformar os nossos “odres”

Infelizmente, todas as escolas em que se pedem esforços não tem muito sucesso, ao passo que naquelas em que se prometem todas as bênçãos sem nada ter que se fazer, há sempre uma multidão. É por isso que os verdadeiros ensinamentos não atraem muito discípulos.

O Céu prepara o envio de correntes poderosas, semelhantes a um vinho novo, e os odres que não estão preparados para suportar este vinho da renovação não poderão subsistir, porque o mundo invisível quer encher todos os odres, tanto os velhos como os novos. Isto significa que está a chegar a época em que os grandes mistérios serão revelados. A humanidade é composta de odres velhos e novos, mas, novos ou usados, pouco importa; quando o vinho for trazido, não haverá escolha: enchê-los-ão todos. Os novos subsistirão; e se os velhos rebentarem, paciência!, o que é que se há de fazer?

Trabalhai, pois, todos os dias para “renovar os vossos odres”, isto é, trabalhai sobre vós mesmos, sobre todas as vossas células, sobre todos os vossos órgãos, a fim de estardes preparados para receber o novo vinho: as correntes poderosas e benéficas que o mundo invisível se prepara para derramar sobre toda a terra.

Trecho extraído do livro “Nova Luz Sobre os Evangelhos”
Fonte: http://rumoaosol.wordpress.com/2009/09/13/nao-se-deita-vinho-novo-em-odres-velhos/




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Vocês não podem viver o Abandono à Luz, viver o Samadhi, aceder, como lhes disse Um Amigo, à ‘Morada de Paz Suprema’ (Shantinilaya, na linguagem antiga) se não há esta pacificação do ego que é, de fato, efetivamente, uma dissolução do ego. É o Switch final, eu diria, da Consciência, é o momento em que se aceita, como o Cristo na cruz, de se entregar à Luz Vibral.
Não se esqueçam jamais que o Abandono à Luz é a Crucificação, a dissolução do ego.


Os processos que vocês vivem atualmente, podem se traduzir por modificações importantes de seu sono ou mesmo de sua qualidade de consciência comum. A acumulação e a revelação da Luz Vibral em sua estrutura, as modificações que estão em curso, provoca, para cada um de vocês, ‘reajustes’ importantes que podem se traduzir por diversos mecanismos ao nível do corpo ou do Espírito: um sentimento de sono, um sentimento de ter necessidade de dormir mais, ou, ao inverso, de não dormir. *** Cada um de vocês tem uma especificidade Vibratória. Lembrem-se, as modificações que vocês viveram desde o final de setembro tornam-se colossais, mesmo para suas estruturas. Vocês sabem que vocês estão, ou no limite da última linha direita ou, se preferem, na última virada até 21 de dezembro. E, durante este período, vocês descobrem ter seguido um caminho que os levou a esperar não mais viver o que vocês vivem, quer dizer, a Transição na Luz. O processo a que nós chamamos de ‘separação das duas humanidades’, de decantação e, como disse Anael, eu creio, de precipitação, acelera-se grandemente e se apercebe que há quem, de um dia para o outro, como vocês dizem, “viram a casaca”: eles não querem mais deixar os mundos em carbono e é a liberdade deles, nós sempre o dissemos. Vocês não podem viver o Abandono à Luz, se não há esta pacificação do ego que é, de fato, efetivamente, uma dissolução do ego. É o momento em que se aceita, como o Cristo na cruz, de se entregar à Luz Vibral.

Todos os processos que vocês vivem, são estritamente ligados à ‘liberação do Sol e da Terra’, que se traduz, em vocês, por uma expansão, eu diria, maior da Consciência. O corpo reage a isso, é claro. Não há nada a interpretar, apenas aquiescer a essas transformações que têm por objetivo levá-los para onde vocês devem estar, no momento em que deve se produzir o que deve se produzir. os mantras nas línguas ditas sagradas têm uma eficácia Vibratória, cabe a vocês verem o que isso desencadeia, porque não é o mesmo desencadeamento para todo o mundo, portanto, eu não posso dar precisamente, de maneira geral, o que isso vai modificar. Lembrem-se de que a matriz os tem ainda pela visão, pelas palavras e pelas Crenças. «Tenha sua casa limpa, porque você não sabe qual hora eu virei», Ele disse.
Sua vinda é um mistério – Em Mateus 24.36, o próprio Jesus afirma: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai”.
Ninguém sabe a hora da Sua volta e assim devemos viver com o desejo de dissolução do ego.. Temos vivido assim? No Abandono à Luz, na pacificação do ego?



Jesus escandalizava continuamente os chefes religiosos dos seus dias. Ele quebrou as tradições deles sobre quase tudo, incluindo a prática dos fariseus de jejuar nas segundas e quintas-feiras (Lucas 18:12).
(Marcos 2:18-22). Os fariseus perguntaram a Jesus porque ele e seus discípulos deixavam de jejuar. A explicação de Jesus incluiu um par de sentenças misteriosas: "Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo novo tira parte da veste velha, e fica maior a rotura. Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos" (Marcos 2:21-22).

Ora, há sempre coisas a esvaziar para permitir preencher com outra coisa. O Coração se pode preencher apenas a partir do momento em que o que habita o vaso, que é seu Templo, está totalmente vazio do que pertence à personalidade.
É isso, a dissolução do ego.
...”Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, se não for por Mim” (Jo 14.6).
Abandonando-se à Luz. Aceitar que a Luz os possua totalmente para se tornar esta Luz
«Ninguém pode penetrar o Reino dos Céus se não voltar a ser como uma criança», «Ninguém pode penetrar o Reino dos Céus se não nasce novamente».


Conferir o post no blog '*OMRAAM (Aïvanhov)* (1a. Parte) - 29 de Novembro de 2010 - AutresDimensions'
Vocês sabem que vocês estão, ou no limite da última linha direita ou, se preferem, na última virada até 21 de dezembro

Mensagem do blog adicionada por Zulma Peixinho:

E bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los neste espaço. Então, àqueles que eu conheço, eu digo bom dia. E t...

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*OMRAAM (Aïvanhov)* (1a. Parte) - 29 de Novembro de 2010 - AutresDimensions

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